domingo, 13 de dezembro de 2009

Um bêbado se afoga em luz e escreve alguma coisa.

Eu só percebo o mundo, ou sua face mais bela, quando ele está definitivamente girando. Ou seja...

Eu estive em uma garagem que por uma noite (quem sabe várias em uma só) serviu de abrigo para um aglomerado de deuses confusos e dispersos. Selvagens apesar de suas posturas, poderosos apesar de seus limites e intenções. Naquela garagem repleta de fraquezas deliciosas beijei mais uma vez o cerne do ser humano, e como sempre virou-me a cara sem se explicar, sem me responder, me deixando confuso quanto a existência, me presenteando com mais que uma verdade e me deixando a tarefa agônica de seguir uma delas. Não sei se é possível seguir apenas uma.


Mas A Essência não assusta, apenas. Maior valor dou ao sagrado mel que escorre de seus poros e vivo disso tanto quanto aquele que só sabe viver de seus golpes.

DICOTOMIAS

luz escuridão (?)

axioma falácia?

prosa poesia (?)

razão loucura (?)

Deus homem (?)


e por falar nisso...



Não seríamos Deuses dorminhocos?



Talvez
[ tal vez
não me esforce em sintetizar, em me fazer entender. Muito do que falo é bastante nublado e sujo. Mas vejo que algo ali brilha, quem sabe somente eu note ou somente eu veja isso de forma peculiar. Talvez eu seja um bêbado desgraçado.



- Você é o nosso poeta boêmio.

è bom ouvir isso, é lindo e maravilhoso, apoteótico...

( e terminando isso depois de várias ventanias me culpo em dizer)


... [tal vez não importe.

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